sábado, 30 de agosto de 2008

O que há por vir?

Diferente do que as pessoas teimam em querer acreditar, não procuro a felicidade em outros corpos, em outras bocas ou em outros sexos, procuro ela no meu interior, onde tenho certeza que não posso ser ferido. Cansei de me entregar e receber de volta apenas cinzas, escuras e cortantes.
O amor eterno e indestrutível deles acabaram tão rapidamente que me espanta, eles já procuram em meio a imensidão um novo porto de paz, mas eu não serei assim, procuro a paz dentro de mim.
Lembro das promessas não cumpridas, das mentiras sujas e podres que atormentam. Agora, eu estou entregue a própria sorte, tudo que foi planejado, se desintegrou. Ó doença aprodecida, chamada Amor, por favor afaste esse cálice de mim. Quero respirar o novo aroma das sutilezas, dos pequenos gestos, das palavras sinceras. Não quero habitar uma utopia sufocante e abstrata. Deixe-me sobreviver aos duros golpes, as respostas envoltas em sangue. Estanque meu pranto, limpe meu rosto sujo de lama, lave minha alma. Meus dias são eternos crepúsculos, quero ver a alvorada apontar meu rumo.
As novas possibilidades tão bem-vindas, estão escondidas em algum lugar, indecifráveis querendo ressurgir. Meus devaneios, que elas sejam efêmeros. Sol, apareça e aqueça minha vida, mande toda tempestade ir embora.
Me faça fênix!

Um comentário:

Bárbara Araújo Machado. disse...

Arrá! Olha só o que eu achei aqui... interessante! hehehe
Linkar-te-ei, beleza?
Gostei do texto, e gostei muito daquele poema vermelho ali embaixo. Você poderia imprimir e colar em alguns lugares por aí... muito gente precisa ouvir disso.
Beijos!