Diferente do que as pessoas teimam em querer acreditar, não procuro a felicidade em outros corpos, em outras bocas ou em outros sexos, procuro ela no meu interior, onde tenho certeza que não posso ser ferido. Cansei de me entregar e receber de volta apenas cinzas, escuras e cortantes.
O amor eterno e indestrutível deles acabaram tão rapidamente que me espanta, eles já procuram em meio a imensidão um novo porto de paz, mas eu não serei assim, procuro a paz dentro de mim.
Lembro das promessas não cumpridas, das mentiras sujas e podres que atormentam. Agora, eu estou entregue a própria sorte, tudo que foi planejado, se desintegrou. Ó doença aprodecida, chamada Amor, por favor afaste esse cálice de mim. Quero respirar o novo aroma das sutilezas, dos pequenos gestos, das palavras sinceras. Não quero habitar uma utopia sufocante e abstrata. Deixe-me sobreviver aos duros golpes, as respostas envoltas em sangue. Estanque meu pranto, limpe meu rosto sujo de lama, lave minha alma. Meus dias são eternos crepúsculos, quero ver a alvorada apontar meu rumo.
As novas possibilidades tão bem-vindas, estão escondidas em algum lugar, indecifráveis querendo ressurgir. Meus devaneios, que elas sejam efêmeros. Sol, apareça e aqueça minha vida, mande toda tempestade ir embora.
Me faça fênix!
sábado, 30 de agosto de 2008
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