sábado, 30 de agosto de 2008

O que há por vir?

Diferente do que as pessoas teimam em querer acreditar, não procuro a felicidade em outros corpos, em outras bocas ou em outros sexos, procuro ela no meu interior, onde tenho certeza que não posso ser ferido. Cansei de me entregar e receber de volta apenas cinzas, escuras e cortantes.
O amor eterno e indestrutível deles acabaram tão rapidamente que me espanta, eles já procuram em meio a imensidão um novo porto de paz, mas eu não serei assim, procuro a paz dentro de mim.
Lembro das promessas não cumpridas, das mentiras sujas e podres que atormentam. Agora, eu estou entregue a própria sorte, tudo que foi planejado, se desintegrou. Ó doença aprodecida, chamada Amor, por favor afaste esse cálice de mim. Quero respirar o novo aroma das sutilezas, dos pequenos gestos, das palavras sinceras. Não quero habitar uma utopia sufocante e abstrata. Deixe-me sobreviver aos duros golpes, as respostas envoltas em sangue. Estanque meu pranto, limpe meu rosto sujo de lama, lave minha alma. Meus dias são eternos crepúsculos, quero ver a alvorada apontar meu rumo.
As novas possibilidades tão bem-vindas, estão escondidas em algum lugar, indecifráveis querendo ressurgir. Meus devaneios, que elas sejam efêmeros. Sol, apareça e aqueça minha vida, mande toda tempestade ir embora.
Me faça fênix!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Afrodite

E se os estilhaços de tristeza continuarem presos em meu corpo?
E se o compasso do meu coração já não acompanhar mais o ritmo de antes?
E se eu continuar cercado de incertezas?
Meus dias cada vez mais antagônicos, colocam-me em conflitos internos.
Num mesmo espaço se encontram alegria e tristeza, medo e coragem.
Minhas alucinações tornam-se cada vez mais constantes.

Qual caminho devo seguir?
Aonde se encontra meu porto de paz?
Eu retrato meu mundo abstrato em palavras, estagnado na apatia dos desejos.
Assisto perplexo, a ruína daquilo que acreditava ser certo.
A vida me mostra novas possibilidades, novos rumos a tomar.
Covardia?
Contentamento?
Lembro-me das palavras proferidas de sua boca angelical, o desejo explícito em seus gestos.
Será magia?
Será que fui hipnotizado?
Ela continua a me provocar, me causa sensações, me enfeitiça.

Será que devo segui-la?

terça-feira, 17 de junho de 2008

Primeiros passos na direção certa

Quando foi a última vez que falou "eu te amo" para alguém?
Quando foi a última vez que você deu um abraço apertado?
O tempo vai passando, as pessoas infelizmente também se vão,
E as vezes pode ficar tarde pra recompensar o tempo perdido.

Mas não se acomode, mostre tudo o que ficou escondido,
Dê o rosto a tapa sem medo de machucar.
Seja forte, e diga tudo o que for necessário.
Busque poesias, músicas, decifre o enigma do sentimento.
Dentro de todos nós existe algo lindo.

Não deixe os momentos especiais passarem desapercebidos.
Festeje muito, grita, deixe todo mundo ver que você é um ser humano,
que você é frágil, faz bem ficar desprotegido de vez em quando.
Não fica acanhado, a vida apenas começou desabrochar.
Há tanto a explorar.
Deixe sua vida iluminar tantas outras.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Estou aqui...ainda

É ruim às vezes se sentir perdido, sem ter um rumo a seguir. É ruim sentir que seus pés não estão mais alcançando o chão. Por que em determinados momentos nossa alma clama por algo, ou alguma coisa para nos preencher? Muitas vezes é complicado externar as dores, mágoas e ressentimentos. Munidos com subterfúgios cada vez menos perspicaz, nos cercamos de pseudos amigos, amores e prazeres. Nos agredimos em nome de alguma coisa sem valor.

Damos pouco importância aqueles momentos raros e sinceros, cegados por sentimentos medíocres, nos anulamos por nada. Em nossas relações de cada vez maior segregação, ficamos atordoados. Num mundo onde o perto torna-se de forma gradual cada vez mais longe, sentimos falta do toque, do calor, da afetividade.
"Contatos", "AMIGOS", agora, meras palavras que cada vez fazem menos sentido. Num mar sonhos distantes e realidade dolorosamente mais cortante, temos medo de acordar. Olhar o futuro é sujo e ameaçador. Quantos outros ainda podemos perder? Será que alguém olha por mim? Será que alguém perde o sonho pensado em mim?
Quantos mais irão invadir colégios, mercados, estações de trens, implorando atenção? Pode-se dizer que eles perderam a fé na palavra fraternidade. Pode-se dizer que eles perderam até a esperança.
Quantos mais irão morrer por um pouco de PAZ INTERIOR?

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Até quando é necessário a figura de um expoente?
Aquele ser que irá nos guiar e de certa forma nos personalizar.
Até que ponto a mistura desses vários expoentes nos fará ser de certa forma singular?
Estamos tão impregnados dos outros que esquecemos de dar o nosso próprio toque.
O engraçado que na vida contemporânea em que estamos inseridos, torna-se cada vez mais nocivo ser nós mesmos.
Meios de informação são usados para nos monopolizar, à exatamente nós não sermos nós mesmos.

Essa coisa do crédito mal dado é latente, afinal como daremos crédito aquilo não conhecemos. As pessoas não se preocupam em buscar nada de singular. Tudo se torna inevitavelmente igual, fruto de uma feito de senso, de absolutamente nada. Os seres robóticos infelizmente fazem cada vez mais tarde do nosso cotidiano, sombriamente mais vazios. Ninguém tem mais o que falar, as palavras saem vazias, suas mentes são meros objetos.


Logo, nossos expoentes tornam-se cada vez mais, bizarramente incultos. Mas afinal de contas, é tão bom a gente não se preocupar em ser singular. É tão bom, cada vez mais sermos menos e muito mais você...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Não quero ter que virar as costas e dizer adeus,
Não quero despertar aquele sentimento de solidão.
Quero que os dias se mantenham limpos, que as flores que continuem a florescer
Ah como necessito ver teu lindo sorriso iluminar a minha vida.
E transbordar de paixão os meus sonhos.

Teu caminhar sereno acalma meu coração.
Tuas lágrimas lavam minha alma, tornando-a pura novamente
Tuas palavras ecoam em cabeça e eu consigo ter fé,
Sou filho da perdição, que busca estar sempre próximo do anjo
Mas cada vez eu fico mais longe...

Onde estão tuas asas?

sexta-feira, 25 de abril de 2008

"Alone in the dark"

Somos tão teimosos em insistir em lamentar aquilo que não fizemos,
que esquecemos de fazer aquilo que ainda pode ser feito.
De certo modo, a vida pode ser um pouco confusa.
Porque na maioria das vezes aquilo que desejamos acaba se tornando muito distante,
um delírio impensando.
Deixamos esses desejos presos, submersos no interior de nossas almas.
Adquirimos uma postura um tanto formal diante daqueles, que, de certa forma são cúmplices deste sentimento.

Inventamos personagens cotidianos e nos camuflamos neles.
Talvez por sermos covardes demais para mostrar nossa verdadeira face.
Quantos querem voltar a vida uterina?
O conforto do lar, que se torna quase uma barreira entre a realidade e a loucura.
Supostamente, somos "intiludados" isso ou aquilo, quase um "prêmio" do maior mentiroso.
Na noite, quando as máscaras caem, vemos rostos transfigurados.
Um tipo Quasímodo de que é guardado.
Viva os verdadeiros homens de ferro!!!!!!!